Muitas pessoas procuram um parceiro como meio para resolver os seus problemas. Crêem que uma relação íntima os vai curar das suas angústias, dos seus aborrecimentos, da sua falta de sentido.
Esperam que um companheiro encha o seu vazio.
Que erro terrível!
Quando escolho alguém como companheiro com estas expectativas, acabo inevitavelmente por odiar a pessoa que não me dá o que eu esperava.
E depois? Depois talvez procure outra, e outra, e outra, e outra…Ou talvez decida passar a minha vida a queixar-me da minha sorte.
A proposta é resolver a minha própria vida sem esperar que alguém o faça por mim.
A proposta é, também, não tentar resolver a vida do outro, mas encontrar alguém para podermos fazer juntos um projecto, para termos prazer, para crescermos, para nos divertirmos, mas não para que resolva a minha vida.
Pensar que o amor nos vai salvar, que vai resolver todos os nossos problemas e proporcionar-nos um continuo estado de felicidade ou segurança, mantém-nos apenas atolados em fantasias e ilusões e debilita o autentico poder do amor, que é o poder de nos transformarmos.
Em muitos casos de separação, o problema não se encontra na relação de um com o outro, mas em assuntos não resolvidos de um deles com o próprio passado.
As pessoas queixam-se por não serem amadas, quando o verdadeiro problema é que não sabem amar.
Vale a pena ser um casal? Claro que sim!
O sentido do casal não é a salvação, mas o encontro. Ou melhor dizendo, os encontros:
Eu contigo
Tu comigo
Eu comigo
Tu contigo
Nós com o mundo(...)
Tu comigo
Eu comigo
Tu contigo
Nós com o mundo(...)
Trecho do livro "amar de olhos abertos", de Jorge Bucay e Silvia Salinas

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