Não
sei. Não entendo. Desconheço. Como começar assim sem saber o que será das
próximas linhas? Como continuar na mesma estrada sem entender a realidade de
cada coisa? Como fazer tais perguntas se desconheço todas as possibilidades de
respostas? Pode ser simples, mas aqui dentro habita uma complexidade e uma
confusão sem remédio, pelo menos nesse segundo, que é passageiro.
Tenho
um lado racional que repete o tempo todo: não queira o que não é seguro, não
queira. Também tenho um lado bobo que diz: deixa rolar, deixa. Tenho vários
lados. Bem, quero dizer que na minha cabeça existem muitos zum-zum-zuns.
Domá-los é mais difícil do que se pensa. Escolher qual levar a sério, mais
ainda.
É
certo que posso me segurar em Deus, que tudo sabe. Posso também me escorar no
tempo, que tudo revela. Eu posso muita coisa. Pensando assim, talvez eu esteja
enganada, em meio a essa confusão devo sim saber de alguma coisa.
Descobri nas entrelinhas que a vida é muito
mais. O que ela me reserva vai além, bem além de tudo que minha mente limita
enxergar. Afinal de contas há sempre um ponto de luz à espera. E mesmo
carregando algumas interrogações, é pra lá que eu vou. Quem sabe assim as
coisas ficam mais claras e eu possa pegar uma estrada mais segura. Quem sabe...
Abro mão do que for preciso e do que acho que preciso, só para me ver feliz.
Custe o que custar!
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